domingo, 19 de agosto de 2012

Vem que eu te espero!

   Como é que a gente gosta de alguém que a gente nem conhece? Parece besteira dizer que se apaixonou por alguém que a gente nunca viu. Não sabe o rosto, a cor do cabelo, se tem mão de pianista, se pisca de um olhos só ou se sabe assoviar daquele jeito que dá pra ouvir de longe.

É engraçado quando eu conto que esse alguém ainda nem nasceu, e piora quando eu explico que tá morando na barriga de outra pessoa.

Decididamente me tornei daquelas tias que carrega fotos do ultrasom no celular e tenta dar o maior zoom possível pra todo mundo entender que aquele pontinho é a pessoa mais amada da galáxia, e nem pessoa direito é ainda.

Eu que sempre evitei o título e as piadinhas de "ficar pra titia", agora me vejo dizendo em alto e bom som que serei tia de uma princesa. Uma princesa por enquanto de 60 gramas mas dona de um coração que bate forte, como bateu o meu quando eu soube que ela vinha.

E se a gravidez deixa a mulher sensível, acho que sou um caso pra estudo. Nem sou eu com a missão de carregar uma vida e não consigo parar de chorar. Mas é choro bom. É choro de espera. Choro de ansiedade.

     Então bebê, que esses 9 meses (que agora são 6. Ufa) passem voando. Mas que depois o tempo ande bem devagarinho, no ritmo dos seus primeiros passinhos.
Não vejo a hora de te ver chegar e entrar correndo aqui em casa.
Ouvir as histórias malucas que a Vovó inventar e gritar gol do Timão com o Vovô.
Prometo te dar as melhores cicatrizes através de muitas aventuras, que a gente vai contar aos poucos pra não matar a mamãe do coração.
E quando chegar a vez de aprender os números, a gente aprende logo uma conta bem difícil pra fazer o papai chorar.
Vem pra gente bagunçar a vida de todo mundo e acordar bem cedo no domingo com uma risada alta que eu sei que você vai ter.

Quando você chegar, aquela com cara de boba, tentando te filmar mas provavelmente não conseguindo, serei eu.

Te espero.

Beijos, dinda!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Nas nuvens

Nos últimos dias passei mais tempo entre lugares do que de fato neles.
Graças a promoções das companhias aéreas e as facilidades (ou enforcamentos disfarçados?) dos cartões de crédito, acabei fazendo uma série de viagens.
Depois que os procedimentos de embarque viram uma certa rotina, você nem percebe a riqueza cultural que se é viajar, não só chegar, mas o trajeto em si.
Dividir um espaço, mesmo que por poucas horas, com pessoas que provavelmente eu não vá ver mais, faz minha imaginação não me deixar dormir e criar histórias, diálogos e motivos para as viagens de cada um.
Passei a achar, depois de muitos anos como admiradora de nuvens, o interior do avião tão interessante quanto o sol ou a chuva fora.
Não nego que continuo me imaginando saltitando entre aqueles algodões fofos ou que sempre me impressiono com o fato da inteligência do homem (seja ele brasileiro ou não) colocar no ar algo tão pesado.
Mas se tirarmos o fone de ouvido e fecharmos o livro, vamos descobrir um mundo totalmente novo.
Do que será que aquelas duas moças tanto riem?
Será que os negócios do homem engravatado são tão importantes pra ele comentar com um outro em voz alta?
Em quem esse senhor pensa enquanto olha pela janela com um olhar tão triste?
Qual livro essa senhora lê ao meu lado?
Pelo que o bebê chora?
Sério mesmo que só tem amendoim?
Céus..como era mesmo aquela oração?
Aquela freira no vôo deve ser bom sinal. Ou não?
O casal de mãos dadas e olhos fechados...eles tem medo ou será amor mesmo?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mamma Mia. Here I go again!

E assim...sem querer querendo, as coisas foram se encaixando, os prazos se estendendo e agora aqui estou eu, tentando fechar a mala pro Carnaval mais longe de casa que já tive. Não que eu seja dessas que vá ao Sambódramo no Rio, dance atrás de um Trio Elétrico na Bahia ou decore os enredos e cante em casa junto as propagandas da Globo.
Sempre pensei no Carnaval como um feriado bobo mas como o último vestígio do ano que passou e uma chance pra pensar nas resoluções que acabaram ficando de fora na hora de brindar e pular as 7 ondas na meia noite de um novo ano.
E depois de longos 5 anos, finalmente a moedinha que joguei na Fontana di Trevi em Roma resolveu que era a minha vez de ter o pedido atendido.

Desde que li "Comer, Rezar, Amar", fiquei com vontade de fazer igual a Liz Gilbert, que durante um ano conheceu a gastronomia da Itália, o poder da oração na Índia e encontrou o amor em Bali, e largar tudo e ir em busca de respostas para as minhas perguntas interiores. Enquanto não decido largar tudo e correr o mundo com meu all star velho e meu violão na mão, me contendo em, como a Liz, buscar palavras que definam os momentos da vida em que nos encontramos.
E depois de algumas semanas com a palavra "indefinido" rondando "futuro", aqui estou eu escolhendo "inesperado" para ilustrar tudo o que aconteceu nos últimos dias.

Depois de uma série de surpresas, junto com uma esperança boba de uma moeda de 5 anos atrás, olha quem está se livrando do calor e escolhendo qual cachecol levar, io.

De todas as coisas que poderia ter pedido naquele dia (mesmo não acreditando que uma moeda numa Fonte tenha algum poder) escolhi voltar.
Então minha palavra agora é: Arrivederci.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Eu e meu português...

Amadurecer, crescer, mudar, decidir, agir…
São muitos verbos pra uma pessoa só.
De todos os adjetivos, o único que se encaixa no presente é: assustador.
E a coragem, que era pra ser um substantivo tão simples, sumiu.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O porque da batata!

Ao contrário do que o título sugere, esse blog não vem dar dicas de receitas, (mas não posso negar que não vá falar de comida em algum momento. Gordinhos além de comer, adoram relembrar datas festivas pela comida e falar nas coisa boas que PRECISAM experimentar um dia. E eu não fico fora dessa) a expressão "sua batata está assando" era sempre dita em casa pelo meu pai quando fazíamos alguma coisa errada. Se tínhamos algum prazo a cumprir e parecia que íamos falhar, la vinha ele com a tal da batata nos deixando com sentimento de culpa e fazendo com que cumpríssemos o prometido. Nunca gostei dela (como expressão, já como purê, frita ou assada…entendeu né?!) mas vejo agora o quanto ela é real e traduz de um modo simples, aquilo que a gente sabe que tem que fazer, sabe como fazer e não faz, complicando tudo. Mas não vou mais deixar pra amanhã o texto que posso escrever hoje. Portanto, vamos lá.

Sempre gostei de ler e escrever mas quando isso virou uma obrigação (depois de 2 anos fazendo Publicidade, resolvi trocar para Jornalismo) aquele velho bloqueio resolveu aparecer. Sem escrever nada por algum tempo, finalmente tomei coragem e resolvi fazer um registro on-line das minhas aventuras diárias, sejam elas reais ou aquelas que acontecem dentro da minha cabeça apenas (que funciona como uma mistura de "Mundo da Lua" do querido Lucas Silva e Silva e dos grandes musicais, com toda aquela gente cantando e dançando a qualquer hora do dia. Ai ai…na minha cabeça eu dou cada show) Mesmo soando um pouco alegre demais (leia-se meio louca) prometo que sou legal, eu acho.

Mas nem me apresentei ainda né?! Sou Giovana Cirne, mas quando a gente pegar um pouco mais de intimidade (nem precisa ser muita) pode me chamar de Gi. Tenho 21 anos e sou uma jornalista recém-formada que vê na música a resposta para todos os problemas do planeta. (Prometo não focar muito nos problemas e mais na música)

A intenção ao trazer a batata assando como título desse blog, é fazer com que eu mesma me lembre do tanto de coisa que eu ainda tenho que fazer e de tudo que posso escrever sobre isso.
Então deixa eu correr e começar a viver, pra poder ter o que escrever, afinal, o forno já tá ligado e minha batata tá assando!